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Novas questões sobre a imagem:

de objeto de pesquisa a pesquisa do objeto

Estamos inseridos em uma realidade imagética que se acredita sem precedentes e cujo princípio motor teve grande participação da fotografia. No entanto, este momento de iconofilia não foi único na história da humanidade, basta se verificar, por exemplo, o papel desempenhado pela imagem num período tão rico em contrastes como o Seiscentismo e confrontá-lo com nossa contemporaneidade. Assim, este livro oferece aos interessados pelo tema e aos pesquisadores, cujo escopo é a imagem, alguns resultados dos trabalhos do Centro de Estudos Imagéticos CONDES-FOTÓS (antigo CONDESIM-FOTÓS). Este tem como objetivo principal tecer reflexões teóricas e práticas em torno da construção, desconstrução e refração imagéticas na arte – pictórica, escultórica e literária –, em especial do período que abrange o medievo e os séculos XVI, XVII e XVIII, a fim de se compreender como se processa sua recepção, hodiernamente, diante da perda de parte seu referencial.

Imagem: reflexo do mundo e do homem?

Questões acerca de iconologia, iconografia e iconofotologia

Quando hoje nos vemos cercados por uma infinidade de imagens, não nos damos conta de seu poder sobre nós; pelo contrário, acreditamos ser seus senhores e que impomos nossa vontade e nossos desejos sobre elas. Claro está que, ao pensarmos assim, agimos de modo infantil, pois não se pode negar o óbvio: somos tão vulneráveis a elas como eram os povos ditos primitivos, antes mesmo do apogeu das grandes civilizações. Talvez haja sim uma grande diferença entre nós e nossos predecessores e essa não é apenas a propagação sem limites das imagens como se verifica hoje – em meio a um sem número de mídias que temos à disposição –, mas o fato de sempre lutarmos contra elas, não admitindo nossa sujeição e, pior, não acreditando nela. Ao agirmos assim, esquecemo-nos de sua capacidade particular de mediação, a qual controla a percepção que temos do mundo; levando-nos, por exemplo, a enxergar, ou não, este ou aquele objeto; ou a enxergá-lo como querem seus propagadores.